OCUPAÇÃO URBANA SEM RESPONSABILIDADE SOCIAL

Temos assistido, constrangidos, a situação degradante de moradia na qual milhares e milhares,( senão milhões) de cidadãos brasileiros estão vivendo em nossas cidades, cujo crescimento frenético não foi seguido de uma política racional e humanitária de ocupação com a devida responsabilidade social para dignificar estas pessoas.
Certamente, se identifica, dentro do processo histórico as variáveis que levaram a estas ocupações no entanto, com o passar dos tempos fica constrangedor para nossa Cidadania que as autoridades não tivessem desenvolvido uma programação, uma política capaz de dotar estes espaços da presença efetiva do estado (fator que, inclusive, levou a dominação de muitas destas áreas pelo intitulado “Poder Paralelo”).

É preciso que a sociedade como um todo tenha a plena compreensão de que a dignidade de um coletivo só esta assegurada quando todos que delem participam estão devidamente contemplados com tudo que devem ter para poderem seguir suas vidas com as justas condições cidadãs.

Certa vez li uma frase que a achei lapidar” Cada vez que um ser humano “cai” todos caímos; cada vez que um ser humano levanta” todos nos levantamos”…

As chuvas que tem ocorrido recorrentemente e de forma violenta em nosso Estado do Rio de Janeiro tem “desnudado” para nós as condições adversas nas quais número – lamentavelmente, expressivo de nossos cidadãos – tem vivido e a profunda carência de dignidade e de segurança que possuem…tal fato, sobretudo numa sociedade do século XXI.

Precisamos promover uma cultura de consciência cidadã – e tal “cultura” passa necessariamente pela área educacional (sensibilizando crianças e jovens da importância de todos por todos numa coletividade) aonde o olhar para o outro seja uma ação natural e consequente de nosso comum senso de responsabilidade comum e assim teremos condições de, de fato, trilharmos caminhos civilizatórios que efetivamente correspondam a como nos identificamos: Seres Humanos!

A ocupação do espaço urbano só pode ser autorizado se as devidas ressalvas forem consideradas para tanto e frente as atuais criticas situações em que tantos seres humanos vivem em tão numerosas e populosas comunidades se torna mister que as autoridades tomem urgentes medidas preservando a dignidade de vida e atuem de forma decisiva para que se reduzam os riscos ( e sendo o ideal que os elimine)!

Assim, o reordenamento do espaço urbano na maioria das cidades brasileiras de médio e grande porte aonde tais circunstâncias ocorrem majoritariamente se torna um imperativo para que não continuemos a assistir tão indignados tanto e tanto sofrimento passados por pessoas e que para tantos de nós se exprime em duas palavras: descaso e omissão!

Professor Doutor Raymundo Nery Stelling Júnior ( Chanceler do IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (www.ifec.org.br).

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